UNLOVE
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UNLOVE – Jogo Digital de Prevenção da Violência no Namoro
Unlove é um jogo digital de sensibilização e prevenção da violência no namoro, editado na forma de uma aplicação para computador e telemóvel, disponível para Android e PC, com a Classificação: 12+; PEGI 12; ESRB: Teen.
É gratuito, seguro e acessível a todos os que o quiserem experimentar, podendo ser usado tanto pelos jovens individualmente, como em contexto de aula ou workshop de sensibilização para esta problemática.
Constitui um produto essencial para a intervenção do MDM junto da população jovem e comunidade educativa, não apenas para a prevenção e sensibilização da violência no namoro, mas também como produto promotor de uma cultura de igualdade e não violência.
Em que consiste:
É um jogo de base narrativa e “point and click”, onde o/a protagonista/a (jogador/a) é convidado/a a viver uma relação de namoro, assumindo uma personagem customizável e criando igualmente a personagem do/a namorado/a.
O jogo admite qualquer género e qualquer tipo de relação, já que a configuração das personagens e da relação está totalmente na decisão de quem joga, promovendo e sensibilizando para a inclusão a vários níveis (género, raça e pessoas portadoras de deficiência).
Neste jogo explora-se o universo físico e emocional comum aos/às jovens do ensino secundário: a relação de namoro inicia-se no espaço da escola, seguindo para outros cenários presentes na vida dos/as jovens e no universo das suas relações.
Ao longo do jogo, os jovens são levados a enfrentar desafios e a fazer escolhas, num exercício de assertividade, de identificação e reflexão sobre posturas, comportamentos e atitudes potencialmente violentas.
O/a jogador/a terá que resolver vários dilemas apresentados em forma de diálogo. A relação destas duas personagens (jogador/a e namorado/a) vai evoluindo, de acordo com as escolhas tomadas nas respostas aos diálogos.
O/A jogador/a terá também que ultrapassar alguns desafios, como a recolha de objetos, ou a conclusão de mini-jogos. Alguns destes desafios são totalmente lúdicos, outros pretendem ser educativos dentro do contexto da problemática.
O/A jogador/a tem ainda acesso a um cenário de reflexão, que se vai alterando de acordo com as decisões de jogo, onde pode aceder às suas “memórias de jogo” e assim rever as suas escolhas, no sentido de promover a aprendizagem e o autoconhecimento.
Este jogo foi construído com a premissa de que a violência nas relações começa pela violência na comunicação entre os pares, e no seu processo de construção, que se pretende ser um “work in progress”, os jovens que colaboraram no projeto foram os protagonistas na criação dos diálogos e das situações de jogo.
O jogo está preparado para incorporar facilmente mais diálogos e desafios, pelo que a criação de novas narrativas é uma das propostas pedagógicas principais na utilização do jogo em contexto escolar e de sensibilização.
Importa discutir com os jovens tanto a construção das situações onde pode haver violência, como os aspetos ligados à linguagem, procurando o mais possível que sejam os próprios jovens a continuar a escrever e desenvolver este jogo.










Este jogo foi construído por uma equipa pluridisciplinar, com a parceria técnica da Universidade de Aveiro, pelo Departamento de Comunicação Arte e, com a participação dos jovens que são o seu público-alvo. Está pensado como um objeto de sensibilização dinâmico e que deverá ser corrigido, adaptado e transformado à medida do tempo, das modas e das linguagens. Para tal a participação dos jovens na contínua adaptação das situações de jogo, dos textos do jogo e na escrita de novos diálogos é fundamental.
É preciso que joguem e que discutam, e que acima de tudo se apropriem de um instrumento que é feito por elas e eles, para os seus pares. Na construção do jogo, os jovens participantes, através de entrevistas e laboratórios de escrita criativa foram criando os cenários, as situações, e final- mente os diálogos e narrativas de jogo, de acordo com a lógica definida na construção dos dilemas.
Os dilemas de jogo foram construídos para serem um exercício de assertividade. Partem da preocupação de que a violência ou a agressividade se inicia na forma como comunicamos uns com os outros, no que dizemos, na forma como reagimos ao que nos dizem.
Nestes dilemas para cada questão há três possibilidades de resposta, mas apenas a resposta A contará positivamente na progressão do jogo de forma que as “mãos” não se afastem:

A – Uma resposta de carácter construtivo/positivo ou neutro;
B – Outra de carácter agressivo;
C – Outra construída pelo lado da vitimização, ou em alguns casos, da passividade agressiva.
Sendo que este jogo funciona por si só como instrumento de sensibilização, a nossa proposta é que através dele se criem sessões de sensibilização com os jovens em contextos específicos e que este instrumento também possa ser utilizado pelos professores e educadores como forma de abordar esta temática em contexto educativo.
Entre outros possíveis, propomos os seguintes desafios em contexto de turma, ou sessão de sensibilização a grupos de jovens: A) Jogar em grupos de 2 a 4 participantes, pedindo ao grupo que discuta as respostas a escolher em cada diálogo; B) Pedir ao grupo que justifique as suas respostas e a consequência das mesmas na progressão do jogo, tentando que percebam sozinhos qual a lógica do jogo, ou seja, como se constroem os dilemas; C) Explicar a lógica subjacente à construção dos dilemas; D) Pedir ao grupo que escreva novos dilemas adaptados a cada micro cenário do jogo.
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O MDM desenvolve desde 2005 um trabalho constante de reflexão sobre esta temática, bem como, de procura de soluções e ações que promovam a transformação ao nível das mentalidades, das práticas e das políticas.
Ao longo desta prática tem sido evidente a carência de instrumentos e conhecimento que facilitem a reflexão com os/as jovens e para os/as jovens.
Os instrumentos que aqui apresentamos são uma resposta a essa necessidade e foram construídos em parceria com a Universidade de Aveiro.
Têm sido amplamente usados como instrumentos de sensibilização quer diretamente com os jovens quer com professores, formadores e ativistas.