A conversa «50 anos do Ano Internacional da Mulher — “Igualdade, Desenvolvimento e Paz”», promovida pelo Movimento Democrático de Mulheres (MDM) em colaboração com o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, constituiu um importante momento de evocação histórica e de afirmação política.
Num ambiente marcado pela partilha de memórias e pela análise crítica do presente, a sessão centrou-se na ação das organizações de mulheres integradas na Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), que estiveram na génese da proclamação de 1975 como o Ano Internacional da Mulher pelas Nações Unidas.
Este marco histórico traduziu-se, há cinco décadas, numa intensa mobilização global, envolvendo dezenas de Estados, organizações internacionais e movimentos de mulheres em todo o mundo. O seu objetivo era claro: influenciar os centros de decisão política e envolver milhares de mulheres na luta pela emancipação, pela igualdade e pela paz.
Durante a conversa, além de recordar a força desse movimento global, refletiu-se sobre a atualidade daquelas palavras de ordem. As intervenções lançaram um olhar atento sobre os desafios contemporâneos que se colocam às mulheres em todo o mundo, em contextos sociais, económicos e políticos diversos, mas marcados por uma preocupante ascensão da extrema-direita, por ataques organizados aos direitos conquistados, e por discursos de ódio, racistas e xenófobos que ameaçam os valores democráticos e a justiça social.
O MDM reafirmou o seu compromisso de sempre: preservar a memória da luta das mulheres, denunciar os retrocessos e mobilizar forças para avançar nos direitos, na igualdade e na paz.


