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60º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos da Criança evoca filhos de resistentes clandestinos

A sala foi pequena para as dezenas de pessoas que participaram na iniciativa do MDM que assinalou o 60º Aniversário dos Direitos da Criança. A temática sugerida, os «Meninos que não foram crianças – filhos de clandestinos» surgiu da inspiração provocada pelo livro «Crianças emergem da sombra», de Maria Luísa Costa Dias.

Para assinalar este importante passo no estatuto da Criança e no ano em que se comemora 45 anos da Revolução de Abril, o MDM dá o seu contributo, dando visibilidade à situação das crianças, com enfoque para os filhos de resistentes que abraçaram a vida clandestina para lutar contra o brutal regime fascista que nem as crianças poupou.
Para denunciar um regime que roubou o direito a estas crianças de brincarem com outras crianças, de irem à escola, de crescerem junto dos pais, de poderem falar sem medo.
Para trazer à memória a luta travada por mulheres e homens que deram o melhor de si nesse combate abnegado pelo pão, pela Paz, pela Liberdade e Democracia.
Maria Luísa Costa Dias foi uma dessas muitas mulheres que resistiram e lutaram abnegadamente contra a brutal ditadura fascista.

A conversa, conduzida pela jornalista Catarina Pires, contou com as intervenções de Maria da Piedade Morgadinho, António Vilarigues, Mariana Rafael e Fátima Amaral. Teve ainda lugar a leitura de um conto pela actriz Mafalda Santos.