O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) manifesta profunda preocupação com a implementação da pré-triagem telefónica para grávidas antes de recorrerem às urgências de Obstetrícia e Ginecologia, medida que entrou em vigor esta segunda-feira.
𝗤𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗿𝗲𝘀𝘁𝗲𝗺 𝗱𝘂́𝘃𝗶𝗱𝗮𝘀!
A presente medida visa exclusivamente ocultar as consequências de anos de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que limitam hoje, gravemente, a sua capacidade de resposta em áreas fundamentais para a saúde das mulheres, especialmente na saúde materna.
Os encerramentos de urgências obstétricas e ginecológicas, blocos de parto e urgências pediátricas, devido à falta de profissionais de saúde, são exemplos claros de uma política que negligencia os direitos das mulheres.
O que agora se pretende é criar mais obstáculos que podem atrasar o acesso a cuidados urgentes e indispensáveis, colocando vidas em perigo e fragilizando o direito inalienável à saúde e ao acompanhamento seguro durante a gravidez e o pós-parto.
𝗟𝗨𝗧𝗔 𝗤𝗨𝗘 𝗨𝗡𝗘, 𝗙𝗢𝗥𝗖̧𝗔 𝗤𝗨𝗘 𝗧𝗥𝗔𝗡𝗦𝗙𝗢𝗥𝗠𝗔!
𝗢 𝗠𝗗𝗠 𝗮𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗮̀𝘀 𝗺𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗲 𝗮𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝘀𝗮𝘂́𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗶𝘀𝘁𝗮𝗺 𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗼 𝗻𝗼 𝗮𝘁𝗿𝗼𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗿𝗲𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗮𝘀 𝗴𝗿𝗮́𝘃𝗶𝗱𝗮𝘀:
Às mulheres: Exijam o atendimento, independentemente das circunstâncias!
Aos profissionais de saúde: Não neguem o atendimento, mesmo sem indicação da Saúde 24!
As mulheres não são algoritmos.
Cada gravidez é única, com riscos que não podem ser avaliados através de uma escala universal ou à distância. A saúde das grávidas e dos seus bebés deve ser uma prioridade absoluta e não um peão no “jogo de gestão” desumano.
O MDM reitera o seu compromisso na defesa de um SNS – universal e com equidade, com mais financiamento e contração de profissionais – que respeite os direitos das mulheres e garanta o atendimento digno e seguro para todas.
Juntas exigimos um SNS mais forte, que acabe com as desigualdades no acesso à saúde e garanta cuidados, gerais e específicos, essenciais à qualidade de vida e bem-estar das mulheres.
#MDM#SNS
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