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Contra a Guerra, Mobilização Geral das Mulheres

Num momento de enorme instabilidade internacional, marcado por uma nova ofensiva militar de Israel contra o Irão, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) dirige-se à Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) e a todas as organizações de mulheres no mundo, reafirmando o seu compromisso com a paz, a solidariedade entre os povos e a luta contra o imperialismo e a guerra.

A carta que se segue expressa a condenação firme do MDM face à escalada belicista no Médio Oriente e denuncia as cumplicidades que alimentam a guerra, com graves consequências para as mulheres e para os povos. Reafirmamos que não há futuro possível assente na destruição, na opressão e na morte — a paz é urgente, e a nossa voz não se calará.

Querida Presidente da FDIM
Irmãs de todo o Mundo
PELA PAZ A URGENCIA DE LUTAR
Nós mulheres portuguesas do MDM condenamos energicamente o ataque de Israel ao Irão a pretexto da possível existência de armas nucleares, armas que Israel possui sem que ninguém se atreve denunciar. Esta explosão de hipocrisia, que faz lembrar a acusação ao Iraque de ter armas químicas, jamais encontradas, é uma arma de múltiplas dimensões com gravíssimos desenvolvimentos para todo o mundo.
Devemos tentar pôr fim a este grande desastre que se desenrola diante de nós, o mais rápido possível. O tempo é essencial! Para fazer com que nossas vozes de protesto sejam cada vez mais altas contra a guerra que o imperialismo busca e prepara. A cumplicidade e a total impunidade, de que Israel goza, deve-se ao apoio diplomático, militar, económico e cibernético dos EUA e das grandes potencias da Nato e da EU.
Condenamos o aventureirismo belicista de Israel, matando seletivamente, patentes militares, cientistas e civis indiscriminados iranianos. Está em curso uma ameaça que está a incendiar todo o médio oriente, com a ajuda de porta aviões e outras naves americanas instaladas no Iraque e na Arábia Saudita, juntamente com as aeronaves francesas nos Emirados Árabes unidos, e também as forças aéreas britânicas, da Jordânia, do Chipre, numa Europa, com a beligerância da NATO, não escondem que querem derrubar o regime de Irão e destruir uma civilização milenar.
Neste contexto, tão perigoso para a Paz e o mundo global, o bom senso e a diplomacia devem prevalecer.
Dos dois lados e de todos os lados. Afirmamos a nossa solidariedade com a organização das mulheres democráticas iranianas ( Democratic Organization of Iranian Women) e também com as mulheres democratas de Israel ( MDWI). Juntamos as
nossas vozes em Portugal, contra o Governo português que, enquanto anuncia o envio de material militar para ajudar esta operação genocida, vai gastar mais orçamento do Estado para fins militares obedecendo aos ditames da NATO.
Nós mulheres, em nome dos nossos filhos e do futuro de um mundo novo, defendemos a paz e lutamos contra a guerra. Somos contra a Guerra que nos tira a saúde e a vida.