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Denúncia: Prostituição não é trabalho! Contra a institucionalização da violência contra as mulheres pela Câmara Municipal de Lisboa

 April 10, 2018

Na sequência do anúncio e confirmação de que a CML está a promover a criação de uma “Plataforma Local de intervenção da área do trabalho sexual” com o objectivo da “consolidação de uma Plataforma Local de respostas na área do Trabalho Sexual na cidade de Lisboa”, o Movimento Democrático de Mulheres, a Associação “O Ninho” e a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, surpreendidas com a existência de tal Plataforma, com a utilização da expressão de “trabalho sexual” e com a intenção de se dar “continuidade ao caminho que tem vindo a ser trilhado no domínio do Trabalho Sexual na cidade de Lisboa”, caminho esse que se desconhece  e, a existir, não se encontra plasmado em qualquer programa, actividade ou GOP da CML,  solicitaram uma reuniãoao Senhor Presidente da CML de forma a obter esclarecimentos detalhados sobre o objecto de tal reunião.

A audiência teve lugar 3 horas antes da reunião da dita Plataforma, com o Senhor Vereador Ricardo Robles.

As resposta obtidas e a intransigência manifestada por parte do Senhor Vereador, que se recusou a aceitar os apelos das organizações no sentido da não adopção da expressão “trabalho sexual” – pelo o que ela implica conceptualmente, a visão de que a prostituição é um trabalho e não uma forma de violência contra as mulheres, crianças e homens nela envolvida, e não podendo aceitar a exclusão de organizações que intervêm no terreno à década, por razões de por razões de estratégia partidária – ontem pela voz de Lily da Nóbrega o MDM levou a denúncia e protesto à Assembleia Municipal de Lisboa.