Amigas e amigos,
O Movimento Democrático de Mulheres saúda todas e todos que se associaram a este
apelo “Não á guerra! Não às sanções e bloqueios!”.
Exigir um mundo de Paz é urgente e necessário, como já o era, mas nestes tempos de epidemia o imperialismo e o neoliberalismo não têm estado confinados. Assistimos ao aumento de conflitos e guerras e à sua agudização.
Os EUA, a NATO, a UE e os seus aliados fomentam guerras com consequências trágicas para os povos como aconteceu na Jugoslávia, no Iraque, na Síria, na Líbia, no Iémen, e assistimos nos territórios ocupados do Sahara ocidental, um povo em luta pela sua independência há mais de 40 anos, colonizado pelo Reino de Marrocos, e à agudização da destruição da Palestina com a expansão dos colonatos e ataques à Faixa de Gaza, por parte do estado sionista de Israel. Desrespeitam a legalidade internacional e as decisões das NU.
No Médio Oriente, aumenta o estado de tensão e instabilidade; os focos de conflito aumentam nas fronteiras com a Rússia e com a China e agudiza-se em Moçambique na província de Cabo Delgado. Cresce a militarização da EU, reforça-se da aliança NATO-EU, proliferam as armas nucleares, cresce a indústria das armas, aumentam os recursos para a guerra, gastos que são obscenos, bem necessários na actual situação para responder aos povos no plano social, dos rendimentos do trabalho, na saúde.
Ainda assistimos a autênticas guerras económicas, prolongando bloqueios, aumentando sanções a países independentes que são ingerências criminosas porque em alguns desses países, como em Cuba, Venezuela, Irão, dificultam as respostas às consequências do surto epidémico.
A guerra transforma os países num caos, destrói-os economicamente e moralmente para que possam entrar multinacionais, se apropriem das riquezas naturais, por interesses geoestratégicos do imperialismo. Fomentam guerras e actos de ingerência em nome de uma “Democracia” e de Direitos Humanos e usam a comunicação social para nos fazerem acreditar. Mas as guerras não são actos humanitários, são autênticas catástrofes, destruição, pobreza e fome, doenças, medo, e, novamente na fuga ao inferno da guerra e nos campos de refugiados, a luta pela sobrevivência em condições sub-humanas, contra o tráfico, pelo direito à vida.
Precisamos elevar a nossa voz contra as guerras e desigualdades que colocam as mulheres, as meninas, as crianças entre as mais sacrificadas, sujeitas às mais atrozes humilhações e violências, à violência física e sexual, ao tráfico humano, à exploração sexual e económica. Milhares de crianças são dadas como desaparecidas e sabe-se que foram violadas ou transformadas em armas de guerra.
A guerra é um tempo de escuridão para mulheres e crianças, de silenciamentos terríveis, uma verdadeira afronta à dignidade humana. Apesar disso, as mulheres não deixam de assumir uma luta corajosa na defesa dos seus filhos, dos seus países, na procura de soluções.
Lutam pela Paz e pelo desarmamento, associado à luta pela igualdade e pelo progresso, porque as mulheres sabem que são as primeiras a viver o caos, a dor, a perda das suas referências, sempre que há guerras e sabem-no por todos os conflitos armados de que há memória.
Na conturbada situação política, económica e social mundial, agravada pelo surto epidémico, é de grande valor a bandeira da solidariedade para com os que nos seus países lutam contra as situações agravadas por este surto, contra o colonialismo, o sionismo, o apartheid, o fascismo, contra a opressão e as ingerências externas.
Precisamos de elevar a nossa voz contra as guerras e desigualdade, ampliar a nossa luta pela exigência de um mundo de Paz, sem bloqueios, sem sanções económicas porque só assim poderemos caminhar para um mundo mais justo, mais digno, onde todos possam ter as mesmas oportunidades, onde todos possam ter uma vida digna, onde haja lugar ao sonho e à esperança, onde as crianças possam ser crianças.
A Paz é o bem supremo da humanidade e é justo que se exija que o Estado Português respeite a Constituição da República Portuguesa, o direito internacional, os direitos humanos, os direitos das mulheres, os direitos dos povos em procurarem os seus caminhos. Que assuma uma política de Paz, amizade e cooperação com os povos.
Não à guerra! Não às sanções e bloqueios!
Sim à Paz!
Paz sim! Guerra Não!


