A Manifestação Nacional de Mulheres promovida pelo MDM em todo o País, neste grandioso Dia Internacional da Mulher, saúda as mulheres do mundo lutadoras por um mundo de paz, saúda a Federação Democrática Internacional de Mulheres, força organizada desde a 2a guerra mundial, que sempre lançou as sementes da paz e promoveu a solidariedade internacionalista.
Temos vivido os últimos anos debaixo de uma enorme tensão e sentindo e expressando uma enorme indignação, horrorizadas com as imagens da guerra, que tem lugar no Médio Oriente, na Europa ou em África. Não esquecendo o Líbano e a Síria, ou o Sudão, são particularmente chocantes as imagens que nos chegam da Faixa de Gaza e de outros territórios da Palestina, com a matança de muitas dezenas de milhares de pessoas e a destruição implacável de infraestruturas essenciais, habitações, hospitais, locais de refúgio às mãos de Israel.
A par desta barbárie, assistimos à promoção da xenofobia e do racismo, do ódio e da violência, do desrespeito pelos outros, à violação de direitos e liberdades democráticas, a rudes ingerências em países que defendem a sua independência e soberania e o direito ao desenvolvimento.
O fascismo, o nazifascismo, o sionismo, as formas mais violentas do capitalismo e do imperialismo, procuram estender os seus tentáculos.
Vivemos um tempo muito perigoso, com incertezas, mas também com razões para ter confiança e esperança.
Nós, mulheres de todas as gerações, activistas que temos “sangue na guelra”, conscientes da justeza e importância da luta que travamos, não desistimos de lutar pela paz, pela liberdade de pensamento, pelos direitos e liberdades democráticas, e agir em conformidade para que o mundo seja um espaço de vida de justiça e de igualdade onde todos tenham lugar e todos possam viver.
A Manifestação Nacional de Mulheres reafirma que somos ativistas da paz e não executantes de guerra, de uma guerra que ceifa vidas e direitos, engrossa o número de crianças abandonadas e vidas desfeitas, engrossa o número de mulheres vítimas de tráfico e outras violências. Por isso,
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Exigimos que o Governo português cumpra a Constituição de Abril, o princípio da soberania dos povos e da solução pacífica dos conflitos internacionais.
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Rejeitamos a participação das forças portuguesas nas guerras da NATO, e o aumento das despesas militares utilizando recursos necessários à saúde, à educação e segurança social, aos salários, às reformas e pensões, à habitação.
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Apelamos à solidariedade com o povo palestiniano, com o povo saraui, com os povos em luta pela autodeterminação e soberania, e ao desenvolvimento da Campanha Nacional de Solidariedade com Cuba, Pelo Fim do Bloqueio.
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Apelamos a um combate sem tréguas face ao recrudescimento do fascismo e neofascismo, da xenofobia de discursos de ódio e de práticas anti-democráticas e contra imigrantes.
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Apelamos às mulheres que se envolvam e contribuam para o desenvolvimento da luta pela Paz, contra os conflitos militares.
Paz Sim! Guerra não! A paz é solução.


