Com vista à divulgação da programação das acções, o MDM remeteu, esta manhã, uma nota de imprensa divulgando as razões deste Dia Internacional da Mulher e a necessidade de dar expressão de rua aos problemas e aspirações das mulheres.
Neste ano de 2021, o MDM reforça a exigência de que é preciso VIVER DIREITOS, para VENCER VIOLÊNCIAS e que não pode haver mais desculpa para retrocessos nos direitos e nas condições de vida da mulheres, que a pandemia veio acentuar.
Dia Internacional da Mulher
Não há desculpa para retrocessos!
Com responsabilidade e sobretudo muita confiança, o MDM assinala na rua, e sob muitas formas, o Dia Internacional da MULHER como dia de luta e solidariedade com as mulheres que lutam em todo o mundo pela igualdade. Igualdade na vacinação e na saúde, igualdade de direitos na vida laboral, familiar e pela paz.
O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) assinala o Dia Internacional da Mulher 2021 com um vasto programa de ações em todo o País trazendo para o espaço público a denúncia do agravamento das condições de vida, trabalho e saúde da esmagadora maioria das mulheres.
Como se comprova, as opções políticas no combate à epidemia estão a ter um impacto terrível e desproporcional na vida das mulheres. Todos os dias chegam ao MDM denuncias de abusos e aproveitamentos da situação pandémica visando a maior exploração do trabalho das mulheres e negando-lhes o exercício dos seus direitos.
“Não estivemos caladas, nem confinadas da luta”
Estivemos sempre presentes na denúncia das situações que afetam negativamente as mulheres. Organizámos conversas e outras atividades online ouvindo e fazendo participar amplos sectores de mulheres de todo o país.
A perda de rendimentos e o desemprego estão a empurrar grande número de mulheres para a pobreza e exclusão social. O trabalho presencial sem condições de segurança e o teletrabalho acrescido dos cuidados a ascendentes e descendentes, estão a impor às mulheres uma sobrecarga desumana, de consequências imprevisíveis para a sua saúde física e mental, para o desenvolvimento das suas carreiras profissionais e artísticas.
A já frágil situação social e económica das mulheres, expressa em crescentes desigualdades, discriminações e violências, está a sofrer perigosos retrocessos nos direitos, estatuto social e no seu processo de emancipação.
Neste contexto de incertezas e angústia sobre o futuro, o MDM considera que as mulheres não podem calar as injustiças, nem calar a exigência de políticas alternativas que tenham os direitos das mulheres como uma prioridade.
Assim, o MDM marcou pontos de encontro de mulheres no Porto a 7 de março, 15h (junto à Cordoaria) a 13 de março 15h em Lisboa (nos Restauradores), e no dia 8 março estaremos presentes em todo o país.
Respeitando todas as recomendações sanitárias que os tempos exigem, o MDM vai trazer para a rua as suas reivindicações, as suas esperanças, as suas perplexidades.
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