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TEMPO DE ANTENA MDM – 8 MARÇO 2025

Há 50 anos conquistámos a liberdade e celebrámos, pela primeira vez sem medo da opressão e da prisão, o Dia Internacional da Mulher.

Com um cravo na mão gritámos: “Somos livres! Não voltaremos atrás!”
E com uma força inabalável iniciámos a radical transformação do estatuto social, jurídico e político das mulheres — no trabalho, na família e na vida social.

Reconhecemos o muito que conquistamos.
Mas sabemos como, nos últimos anos, a vida das mulheres piorou em muitos aspetos.
Sentimos o flagelo do agravamento das condições de vida, das discriminações, das violências, e o aumento da pobreza.

É contra tudo isso que continuamos a afirmar:
Não aceitamos retrocessos na qualidade das nossas vidas.
Não calamos injustiças.
E sentimos a urgência da luta pela igualdade, por direitos, pela justiça social e pela paz.

No próximo dia 8 de Março, saímos à rua em todo o país celebrando na na Manifestação Nacional de Mulheres os 50 anos da primeira grande manifestação promovida pelo MDM.

Como nesse dia, e como em todos os dias, saudamos as mulheres e expressamos a nossa solidariedade com todas as que, em Portugal e no mundo, lutam pelos seus direitos, pela soberania dos povos, contra a guerra e pela paz.

A Associação Juvenil Projeto RUÌDO pauta-se pela defesa da paz, da igualdade, da cultura e da democracia, promovendo a participação dos jovens nestas causas.
Por isso, associamo-nos à Manifestação Nacional de Mulheres, na luta pela igualdade e pela defesa dos direitos das mulheres.

Apelamos a todos os jovens, por todo o país, que se juntem a nós e façam ruído pela igualdade!

A violência obstétrica é uma forma específica de violência de género.
Acontece quando a mulher é desrespeitada ou abusada durante os seus processos sexuais e reprodutivos — durante o aborto, a gravidez ou durante o parto.

Nós queremos a eliminação desta forma de violência.
Por isso 8 de Março, na Manifestação, o Observatório de Violência Obstétrica apela a todas as mulheres para se juntarem a nós e marcharem.

Convidamos todas e todos a partilhar connosco, no dia 8 de Março, esta luta de mulheres que nos une.
Juntas, somos a força em movimento que transforma.

A nossa manifestação é um grito

Pelo reconhecimento do valor do trabalho produtivo e reprodutivo das mulheres, defendemos: emprego de qualidade, aumento dos salários e dignificação das carreiras profissionais

Pelo fim da precariedade laboral, dos horários desregulados e por turnos que impedem a articulação entre vida pessoal, profissional e familiar

Pela concretização da educação sexual e do planeamento familiar; pelo acesso à IVG no SNS e por uma sexualidade informada, feliz e segura;

Pelos direitos sexuais e reprodutivos; respeito pelos direitos de maternidade e paternidade, pelo direito a decidir ser ou não mãe — sem constrangimentos ou pressões; e pelos direitos das crianças a um desenvolvimento integral

Pelos serviços públicos de qualidade e proximidade na saúde, educação, justiça e apoio às vítimas de violência doméstica;

Pela melhoria das condições de vida, com acesso a uma casa digna, a bens e serviços que consigamos pagar.


A nossa manifestação é um compromisso e um combate contra todas as formas de violência, objetificação e exploração dos corpos das mulheres e raparigas.

É um combate à normalização da prostituição e da pornografia, e uma recusa firme de encarar a prostituição como trabalho ou de se considerar os proxenetas como agentes económicos e os prostituidores como clientes.

Pela dignidade de todas as mulheres, reafirmamos:
connosco não marcham proxenetas nem os seus aliados.


No dia 8, estaremos na rua para denunciar o sexismo, a xenofobia, o racismo e a misoginia, e todas as manifestações de ódio e humilhação.

A cultura é um território de produção de pensamento crítico.
Assim, e dado o recrudescimento de forças fascizantes e misóginas, deixo um forte apelo à participação das mulheres do setor cultural na manifestação do MDM — na defesa dos seus direitos culturais.

Dia 8, estaremos na rua para desconstruir novos e velhos preconceitos e combater as discriminações e desigualdades que germinam na sociedade.


Dia 8 de Março, vem connosco!
Unindo vozes e vontades para afirmar que a igualdade não pode ser uma promessa, masum direito do qual não abdicamos.

Contamos contigo.
Porque a luta das mulheres nunca foi solitária.
É na nossa participação e luta que reside a nossa capacidade transformadora.

Com a nossa força e a nossa razão, vamos construir uma sociedade onde os direitos sejam reforçados e respeitados — e a paz, um compromisso comum.


Marcamos encontro em:

Aveiro, Beja, Braga, Mirandela, Coimbra, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Torres Novas, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, Covilhã, Faro, Setúbal e Santiago do Cacém